Morte encefálica

Diagnóstico

Informe-se como proceder com o potencial doador falecido

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é definido pela Resolução CFM nº 1.480/97. Deve ser registrado, em prontuário, um Termo de Declaração de Morte Encefálica descrevendo os elementos do exame neurológico que demonstrem ausência dos reflexos do tronco cerebral, bem como o relatório de um exame complementar. Para a constatação do diagnóstico de morte encefálica, é necessário certificar-se, inicialmente, de que o paciente:

  1. tenha identificação e registro hospitalar;
  2. tenha a causa do coma conhecida e estabelecida;
  3. não esteja hipotérmico (temperatura menor que 35º C);
  4. não esteja usando drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;
  5. não esteja em hipotensão arterial.

Após essas certificações, o paciente deve ser submetido a dois exames neurológicos que avaliem a integridade do tronco cerebral. Esses exames são realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e transplante. O intervalo de tempo entre os exames é definido em relação à idade do paciente (Resolução CFM nº 1.480/97).

Após o segundo exame clínico, é realizado um exame complementar que demonstre ausência de perfusão cerebral ou de atividade elétrica cerebral ou, ainda, de atividade metabólica cerebral.